Entre uma multidão sem sal de pessoas amargas, de "gente chata sem nenhuma graça" (apenas porque Marisa é boa demais para não ser citada) acabei encontrando você. E era meu. O momento, quero dizer. Completamente meu. Eu poderia pular de um prédio, saltar de um trem em movimento, etc e etecéteras, ainda continuaria sendo o 'meu' momento, egoísta como soe. Soar, essa palavra sim soa tão bonita. E era você. Sem nada de especial, mas corajoso o suficiente para se infiltrar no meio do meu momento. Aliás, este momento só teria sido tão meu se você tivesse aparecido, e esqueça agora essa coisa de egoísmo. Não sirvo para isso. Se a Feiticeira me oferecesse Manjar Turco eu dividiria com ela, sabe como é. Não é problema meu e não gosto da palavra culpa.
E a dúvida, amor? Ou melhor, esqueçamos todos esses apelidos carinhosos que eu continuo querendo te dar. Nunca funcionou muito bem. Você. Você. É melhor assim. Mais impessoal, mais... nada impessoal, na verdade. Apenas eu admitindo que sinto tanta saudade que nem dá pra... ah, chega, vai. Ninguém está se importanto muito com meus balbucios, balbuciamentos, balbuciamentação, como se fala? E cá estou balbuciando novamente. Continuemos com a história. Em um mar de pessoas sem graças, azedas (ou era amargas? Não me recordo mais) encontrei você.
E agora me pergunto dia e noite: como é que fui te desencontrar? Perder? Soprar para longe? Mas ah, essa é outra história... Em um mar de pessoas sem graças, amargas (ou era azedas?) acabei por te encontrar. E naquele momento tão meu; espere, acho que estou me repetindo. Ah, que péssima contadora de histórias sou eu.
Encontrei você. Perdi você. Que alguém seque minhas lágrimas, mas por hora preocupo-me apenas com isso: qual é a data de hoje? "Sempre me esqueço do dia, mas lembro do mês..." (apenas porque Nenhum de Nós... ah, você entendeu).
Se bem que hoje em dia ando tão perdida que nem mesmo o mês faz sentido. Junho? Ou janeiro?
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